Para pensar

A alienação de que fala Marx é conseqüência do afastamento entre os interesses do trabalhador e aquilo que ele produz. De modo mais amplo, trata-se também do abismo entre o que se aprende apenas para cumprir uma função no sistema de produção e uma formação que realmente ajude o ser humano a exercer suas potencialidades. Você já pensou se a educação, como é praticada a seu redor, procura dar condições ao aluno para que se desenvolva por inteiro ou se responde apenas a objetivos limitados pelas circunstâncias?

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O EDUCADOR COMO CIDADÃO


No contexto atual, se propõe que a escola trate que questões sociais na perspectiva da cidadania. Isso colocada em foco, inevitavelmente, a questão da formação dos profissionais em educação e de sua condição de cidadãos.

Nesse sentido, em conformidade com os Parâmetros Curriculares Nacionais (2001, p. 31);

[...] para desenvolver sua prática os professores precisam também desenvolver-se como profissionais e como sujeitos críticos na realidade em que estão, isto é, precisam poder situar-se como educadores e como cidadãos e, como tais, participantes do processo de construção da cidadania, de reconhecimento de seus direitos e deveres, de valorização profissional.

No entanto, tradicionalmente, a formação dos educadores brasileiros não contemplou essa dimensão. Os cursos de formação, normalmente, não incluem disciplinas voltadas à formação político-social.

Contudo, ainda em conformidade com os Parâmetros Curriculares Nacionais (2011, p.32);
[...] para o professor, a escola não é apenas lugar de reprodução de relações de trabalho alienadas e alienantes. É, também, lugar de possibilidade de construção de relações de autonomia, de criação e recriação de seu próprio trabalho, de reconhecimento de si, que possibilita redefinir sua relação com a instituição, com o Estado, com os alunos, suas famílias e a comunidade.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos: apresentação dos temas transversais. Brasília: MEC/SEF, 2001. 

ABORDAGENS TEÓRICAS DA APRENDIZAGEM

ABORDAGEM BEHAVIORISTA



A escola psicológica behaviorista é conhecida como comportamental ou experimental, pois estuda e analisa o comportamento humano tendo como referência a influência do ambiente.

Os behavioristas partem do princípio que o comportamento humano é aprendido. Assim, utiliza a aprendizagem como elemento foco de suas pesquisas e acreditam que a mesma é o fio condutor da estruturação da personalidade. Os principais representantes dessa abordagem são Skinner e Gagné.

Skinner desenvolveu a teoria do condicionamento operante. Essa teoria apóia-se na idéia de que o aprendizado tem a função de mudança de comportamento e baseia-se na lei do efeito, segundo a qual o comportamento que produz bons efeitos tende a se tornar mais freqüente, enquanto o comportamento que produz maus efeitos tende a se tornar menos freqüente.

Para Skinner, a consequência que segue a um comportamento é indispensável para o controle, manipulação e manutenção desse comportamento. Assim, ele utiliza o termo “Reforço” para se referir a qualquer evento ou estímulo que aumente a freqüência de um determinado comportamento, ou seja, o que faz um comportamento ser repetido.

O Reforço por sua vez, pode ser positivo ou negativo. O reforço positivo seria qualquer evento ou estímulo percebido como agradável que, aplicado após a ocorrência de um comportamento aumenta a freqüência desse comportamento. Esse reforço não tem moral, já que podemos reforçar ou aplicar estímulos tanto para obter comportamentos adequados quanto inadequados. O reforço negativo pode ser entendido como a retirada de um estímulo com o objetivo de aumentar a freqüência de um comportamento desejado.

A teoria de Gagné considera a aprendizagem como uma mudança interior e tenta integrar os conceitos básicos das teorias do comportamento e cognitiva.

Gagné convencionou a existência de diferentes tipos e níveis de aprendizagem e, identifica cinco categorias de aprendizagem: informação verbal, habilidades intelectuais, estratégias cognitivas, habilidades motoras e atitudes.

ABORDAGEM HUMANISTA


A abordagem humanista pode ser definida como abordagem centrada na pessoa em contexto de aprendizagem. Assim, vê o aprendiz na sua totalidade e considera aprendizagem significativa aquela que é centrada e estimulada pelo relacionamento entre o aluno e o facilitador da aprendizagem.

No entanto, para que a relação pedagógica seja eficiente é necessário que ocorra mediante processos facilitadores de comunicação, através da interação entre os indivíduos envolvidos nessa relação, indo além dos conteúdos programáticos e das imposições normativas dos sistemas de educativos.

O principal representante dessa abordagem é Carl Rogers. Segundo seu pensamento, a motivação e o interesse são essenciais para o aprendizado bem sucedido. Ele  classifica o aprendizado de duas formas: Cognitivo e Experimental.

Para Rogers, o aprendizado Cognitivo é algo sem sentido para o aprendiz, visto que ele é apenas obrigado a aprender alguma coisa porque faz parte do currículo, não conseguindo enxergar nenhuma utilidade prática no estudo. Já o aprendizado Experimental é defendido como aquele que tem sentido bem definido para o aprendiz e ele aprende com o objetivo de executar uma tarefa específica, sendo um tipo de conhecimento que pode ser diretamente aplicável.

Nesse sentido, o aprendizado experimental é defendido por Rogers como aquele que, realmente, favorece o desenvolvimento pessoal, sendo o professor e o aluno co-responsáveis pela aprendizagem. O professor é visto como um facilitador da aprendizagem, o aluno participa do processo de aprendizado e tem controle sobre sua natureza e direção.

Dessa forma, nessa abordagem a auto-avaliação apresenta-se como o principal método de avaliar o progresso ou sucesso da aprendizagem.  

Fonte: http://mariajprn.blogspot.com.br/2011/07/abordagens-teoricas-da-aprendizagem.html

O PAPEL DO SUPERVISOR NO CONTEXTO ATUAL


A complexidade do quadro educacional atual aponta como objetivos educacionais urgentes, a formação integral do aluno e a melhoria na qualidade da educação. Novos desafios surgem quase que cotidianamente no contexto escolar, o que requer constantes reflexões, sobretudo, acerca do papel do Supervisor Escolar em todo esse processo.
Historicamente, o trabalho do supervisor esteve ligado ao controle, à inspeção ou ao repasse de técnicas aos professores. Contudo, no contexto atual, o Supervisor tem um papel político, pedagógico e de liderança no espaço escolar, devendo ser um constante pesquisador e articulador de todas as esferas que envolvem o processo de ensino-aprendizagem, de modo a assegurar a qualidade na educação.
Nesse sentido, uma supervisão escolar eficiente será àquela comprometida com o trabalho institucional coletivo. Desse modo, em linhas gerais, um bom supervisor deve apresentar em seu perfil, características como: organização, dinamismo e comprometimento em seu trabalho; boas relações interpessoais; bom suporte teórico-metodológico, para acompanhar eficazmente à prática pedagógica institucional; disponibilidade para ouvir os anseios e angustias da sua equipe de trabalho e do alunado de forma geral; conhecimento acerca da administração escolar, entre outras.
Quanto ao seu papel político, ele é responsável em promover a leitura de sociedade e de mundo. Dessa forma, sua prática deve contribuir para a atuação e responsabilidade de toda a comunidade educativa, tanto em relação à  construção de conhecimentos, quanto  na busca da transformação da realidade social.    
No que diz respeito ao seu papel pedagógico, ele é encarregado de oferecer assessoramento teórico-metodológico a professores e diante dos problemas educacionais cotidianos, oportunizar momentos de reflexões teórico-prática, articulando e coordenando discussões relacionadas ao ensino-aprendizagem, filosofia e política da escola, dentre outras.
No que se refere ao seu papel de liderança, ele é responsável por conduzir os professores em seu caminhar pedagógico. Assim, deve apresentar inovação, organização, ousadia, criatividade, saber técnico e compromisso, de forma a atender as expectativas de sua equipe de trabalho.
Diante do exposto, vê-se que o papel do supervisor escolar é de fundamental importância na instituição educativa, ao passo que oportuniza a formação, integração e o fortalecimento de diferentes segmentos que fazem à escola, articulando seu projeto educativo.
Nessa perspectiva, pensamos que a escola como espaço social que se encarrega de formar integralmente cidadãos agentes de transformação social, só poderá apresentar uma boa qualidade na educação se houver uma harmoniosa articulação de objetivos entre todos os segmentos que compõem a escola. Nesse sentido, uma ação supervisora que busque a integração e tenha um olhar atento e diferenciado diante da realidade institucional, será capaz de atender expectativas e desafios educacionais.
Articular a garantia de qualidade na educação. Eis aí, o verdadeiro papel do Supervisor Escolar.
Referências:
FERREIRA (in: http:://WWW.webartigos.com.artickles/2377/2 Supervisatildeo-Escola-Novos-Desafios. Acesso em 05/07/2010).